Índice de Assuntos:
.Índia: Artigo do Global Asia: Príncipe das Astúrias preside a evento internacional onde a Win Mate International foi oradora
.China: a fábrica do mundo também quer ter carro e casa própria (artigo do jornal Público - Portugal, com opinião do nosso consultor principal Gustavo Welcker)
. Win Mate International, continua a sua expansão nas economias emergentes.
.China a Liderar retoma global
.China: WMI facilita compras (artigo do jornal O País - Angola, com entrevista ao nosso consultor principal Gustavo Welcker)
.Vídeo: Gustavo Welcker orador nas Jornadas Empresariales Tiempo & Futuro, Sevilla, Nov. 2009
.A Win Mate International continua a sua politica de expansão internacional
.Três conselhos fundamentais para comprar no Mercado Chinês
.Controlo de Qualidade; faça o seu próprio Check List e contribua para evitar problemas na produção
.Evitar que os negócios da China se tornem num jogo de enganos (artigo do jornal Público - Portugal, com entrevista ao nosso consultor principal Gustavo Welcker)
.As mudanças Económicas da China modificaram também a forma como os Chineses fazem os negócios? A escolha de parceiros Comerciais: alguns alertas e curiosidades
Assuntos:
Índia: Príncipe das Astúrias preside a evento internacional onde a Win Mate International foi oradora
Em evento presidido pelo Príncipe das Astúrias, Dom Filipe de Bourbon, a Win Mate International foi oradora no painel "A New World Order".
Aceda ao artigo da Global Asia clicando na imagem:
Gustavo Welcker na qualidade de representante / “CEO” da Win Mate International foi convidado por Frank Richter da Horasis para ser orador num dos mais prestigiados encontros anuais de negócios do mundo.
Frank Richter / HORASIS são uma referência a nível mundial na realização de encontros internacionais de negócios ao mais alto nível, onde participam líderes políticos mundiais, figuras públicas relevantes para os temas em debate, Presidentes das mais respeitadas empresas do mundo, etc..
O encontro em causa é o Global India Business Meeting 2010 e realizou-se este ano em Madrid.
O painel em que Gustavo Welcker foi orador teve como tema “A New World Order”.
Este evento foi presidido pelo Príncipe das Astúrias, Dom Filipe de Bourbon.
Na sessão plenária estiveram presentes inúmeros empresários e representantes de autoridades, incluindo o presidente da Câmara de Comércio e Indústria da Índia, Rajan Bharti Mittal, o secretário do Ministério do Comércio, Silvia Iranzo, o embaixador da Índia em Espanha, Sujata Mehta, e Jesús Sanz, director da Casa da Ásia, entre outros. Estiveram igualmente presentes no evento o Ministro de Industria, Turismo e Comércio, Miguel Sebastián e Esperanza Aguirre, Presidenta da Comunidad de Madrid,
É também de salientar que o Editor da Asia Global, Moisés Bolekia, moderou a mesa "A New World Order", que abordou o novo papel da Índia no mundo. Participaram no painel Gustavo Welcker, CEO da Win Mate International, John Cook, Jayant Joshi, presidente da Respa, Presidente do Rock Lake Associates, Volker Friedrich, Director Executivo da International GBP, Manish Prakash, Presidente da Câmara do Comércio da Índia na Coreia do Sul, Mike Singh, Presidente da Telkom Caribe e José Jimenez, Presidente do Evaltec.
Depois de ter participado no evento de 2009, a Win Mate International está já igualmente convidada para participar no China Business Meeting 2010 a realizar-se em Novembro no Luxemburgo.
China: a fábrica do mundo também quer ter carro e casa própria
Por Ana Rute Silva, Jornal Público
Acontecimentos como a greve na Honda e a vaga de suicídios na Foxconn estão a mostrar as dores de crescimento no império asiático.
Não existem dúvidas em relação à velocidade a que os preços das casas na China têm vindo a crescer
Dez horas de turno são suficientes para fazer sair das linhas de produção quatro mil computadores Dell. Dez horas diárias de trabalho, quase todas de pé. No final do mês o salário não vai muito além dos 900 yuan, cerca de 107 euros. Do complexo industrial da Foxconn em Shenzhen, China, saem milhares de produtos que andam nas mãos dos consumidores de todo o mundo nos seus iPhones, iPods, telemóveis Nokia e computadores HP, Dell e Intel. Mas desde o início do ano, 12 trabalhadores tentaram acabar com a própria vida, dez acabaram por morrer.
A fábrica do mundo está a sucumbir à pressão da competitividade. E saltou para as páginas dos jornais por razões pouco habituais. Depois do caso da Foxconn, empresa de Taiwan que há muito tem sido denunciada pela China Labor Watch, 1900 trabalhadores da japonesa Honda, em Foshan, cansaram-se das 12 horas de trabalho diárias, seis dias por semana a ganhar 1500 yuans (179 euros). Estão em greve desde 17 de Maio e o protesto interrompeu a produção de todas as quatro fábricas da Honda na China, incluindo as que são geridas com parceiros locais.
Ainda que por razões diferentes, os dois acontecimentos mostram que a emergente economia chinesa está a caminhar, à sua velocidade, para se tornar num país desenvolvido. As condições de trabalho oferecidas pelo maior exportador do mundo não conseguem responder aos anseios do Governo chinês de aumentar o consumo doméstico (e assim sustentar o seu crescimento futuro), e as novas gerações não estão dispostas a trabalhar duramente a vida inteira sem nada em troca.
A nova classe média já ultrapassa os 100 milhões de habitantes. Crescem hábitos de consumo e centros comerciais, dispara o preço do imobiliário (ver texto) e a inflação. A China já não quer ser só, e apenas, o país do baixo custo, apetecível para as multinacionais ocidentais. Quer comprar uma casa e ter um carro. Em suma, os trabalhadores anseiam ser remunerados justamente pelo papel que desempenham nesta poderosa máquina produtiva e exportadora.
Desigualdade social
Mas a desigualdade social que está a crescer entre arranha-céus e bairros de barracas preocupa cada vez mais o Governo chinês e a opinião pública. As dores de crescimento estão agora a dar de si. "Há um sinal de várias mudanças. A onda de suicídios na Foxconn, que emprega 800 mil pessoas, já é publicitada pelo Governo desde há um ano. Os jornais oficiais, como o China Daily, surgem com uma linguagem mais aberta e a expor o problema. Há uma intenção do Governo chinês em expor esta situação. O fosso entre ricos e pobres é cada vez maior e pode vir a prejudicar a paz social na China", observa Virgínia Trigo, investigadora do ISCTE e especialista em cultura económica chinesa. A esperada distribuição de riqueza, diz, não está a chegar a todos e a impaciência cresce.
Eventos como os Jogos Olímpicos, em Pequim, ou a Expo Xangai mostram um país moderno, e a construção destas e de outras infra-estruturas "é um dos seus tripés de crescimento sustentável", analisa Gustavo Welcker, consultor da Win Mate International, empresa que facilita negócios na China. Para além da construção em massa, o país assenta o seu desenvolvimento nas exportações e na classe média em emergência. "Estamos a assistir à chegada de camponeses que ainda não estão no mercado e se incorporam no consumo", acrescenta. Associados, estes três factores contribuem para o crescimento de oito por cento ao ano da economia e dão estabilidade ao país mais populoso do mundo.
É esta nova geração que está a empurrar a mudança. São muitos os jovens que trabalham na Foxconn, com idades entre os 19 e os 25 anos, que vieram do interior da China para trabalhar "num regime militarizado", aponta Virgínia Trigo. Não se integram, vivem numa rotina de "cama quente", trabalhando longas horas e dormindo em quartos partilhados por beliches sem comunicarem com o vizinho do lado.
"Todos os dias repito o que fiz ontem. Gritam connosco o tempo todo. A vida é dura aqui", desabafou à Bloomberg um trabalhador da Foxconn, de unhas negras de sujidade. É proibido falar nas linhas de produção e os intervalos de dez minutos para ir à casa de banho só são permitidos em cada duas horas. "É curioso que esta empresa chegou a estar entre as Melhores para Trabalhar na China", lembra Virgínia Trigo.
Na Honda, as características dos trabalhadores são diferentes e espelham outra tendência geracional. "Há muitos estagiários, de 19 anos, contratados pela empresa. É uma nova geração de chineses que não está disposta a suportar a diferença salarial que os seus pais suportavam", aponta. Os jovens trabalhadores do segundo maior fabricante de automóveis do Japão saíram à rua por causa dos ordenados. Não há intenções políticas por detrás. Bastam 800 yuan para a greve terminar.
Aumentos indispensáveis
Pelo menos em público, a Honda ainda não arriscou fazer estimativas do custo da greve, mas serão centenas os modelos Accord e Civic que ficaram por produzir. Propôs um aumento salarial de 24 por cento, passo que Gustavo Welcker considera inevitável não só no construtor como noutras multinacionais.
"Sem dúvida que vamos assistir a um aumento progressivo dos ordenados. Veremos como será a evolução da moeda, mas a China já se está a preparar para produzir em outsourcing daqui a duas décadas. É clara a sua influência em África e o cruzamento com empresários e bancos africanos. Conhecemos poucas marcas mundiais chinesas e podem testá-las nesta região antes de as lançar no mercado global. África será a fonte de mão-de-obra barata", antecipa.
Ao sair da pele de uma economia emergente, de produção low-cost e eficiente, e oferecer salários mais justos, a China fará aumentar os preços dos bens em todo o mundo, dos brinquedos da Mattel à moda de Tommy Hilfiger. Caminha para o desenvolvimento - um processo natural, "mas à maneira chinesa", lembra Virgínia Trigo.
O próprio papel dos sindicatos está a ser questionado internamente. Ao New York Times, Zheng Qiao, do Instituto das Relações Industriais, disse que a paralisação na Honda é um "desenvolvimento significativo na história das relações laborais da China". Um protesto deste nível "vai forçar o sistema actual de sindicatos a mudar e a adaptar-se à economia de mercado". Contudo, a investigadora do ISCTE lembra que o conceito de sindicatos chineses não é igual ao do Ocidente. A sua função é "harmonizar a vontade patronal com a dos trabalhadores". Organizam festas e visitam os colaboradores quando estão doentes.
A sede em Pequim da Organização Mundial do Trabalho diz que o número de greves está a crescer, apesar de não existirem dados oficiais. E a juntar a todas as mudanças que chegam aos jornais a conta-gotas, há ainda a relatar a falta de mão-de-obra. Mais de 90 por cento das empresas instaladas no delta do rio das Pérolas - uma das mais importantes zonas industriais que engloba Hong Kong, Macau e parte da província de Guangdong - precisam de cerca de dois milhões de trabalhadores, refere a Bloomberg. Mais um ponto a favor da população activa neste lento jogo negocial por melhores condições laborais.
In jornal Público, 6 de Junho de 2010
Win Mate International no Brasil: continua a nossa expansão nas economias emergentes.
Com actividade já consolidada na China, a Win Mate International inaugura um departamento de sourcing no Brasil. A abertura na Índia está prevista já em 2010.
A Win Mate International, empresa especialista em sourcing internacional incorpora mais um país pertencente aos BRIC´S (Brasil, Rússia, Índia e China) no leque de mercados onde já desenvolve a sua actividade.
A missão da Win Mate International, é a de apoiar empresas na redução da sua estrutura de custos através da implementação de um canal directo de compras em mercados mais competitivas, eliminando intermediários comerciais e proporcionando aos seus clientes o controlo total do processo de compra e fornecimento.
Com esse objectivo em mente, delineámos uma estratégia de presença directa nos BRIC´S, com a abertura de delegações especializadas na actividade de sourcing, na China e no Brasil, estando em processo de abertura na Índia.
As nossas estruturas permanentes incluem igualmente delegações comerciais de apoio aos nossos clientes em, Lisboa, Luanda e São Paulo e Porto Alegre.
“Sendo o Brasil um pais incontornável no cenário internacional, que além de exportar produtos primários, já tem um peso importante na exportação de capitais, tecnologia e know how, perfilando-se já hoje como uma economia concorrencial à chinesa no mercado de produtos e serviços, decidimos apostar neste mercado com grande entusiasmo.” comentou Paulo Mello representante no Brasil da WMI.
O Brasil é estratégico e tem um duplo interesse para o nosso grupo .Por um lado o nosso departamento de sourcing e procurement, nos permite identificar e exportar produtos brasileiros para o mercado mundial ,alem de Brasil ser uma plataforma de comércio com os outros países latino-americanos. Por outro lado ajudamos os empresários locais a importar da China e da Índia,”. refere Gustavo Welcker, Partner da WMI.
“Com poucos meses de actividade no Brasil, já temos casos concretos onde se confirma o potencial deste mercado.. No sourcing, estamos em conversações com um importante grupo industrial no sentido de criar uma marca branca de geradores para o mercado africano, e trabalhando matérias primas do Brasil e do Perú para Europa. Estudamos igualmente o fornecimento de material na área das embalagens” informa Lucas Silva, responsável pelo departamento de sourcing no Brasil.
“Ao nivel dos nossos serviços temos processos abertos nas áreas da importação de papel e gruas desde a China, assim como solicitações de empresas para o acompanhamento e orientação na negociação em feiras especializadas chinesas a decorrer durante 2010.” informa Paulo Mello
Texto baseado no encontro e conclusões da reunião interna anual da WMI.
China a Liderar retoma global
A indústria Chinesa cresceu no mês de Novembro ao ritmo mais elevado dos últimos cinco anos, colocando Ásia na vanguarda da retoma da economia mundial. O índice dos gestores de compras do banco HSBC cresceu para 55,7, contra de 55,4 no mês anterior. O mesmo índice, mas elaborado pelo governo, manteve-se em máximos de 18 meses. Este sinal de que a China está a liderar a retoma global fez disparar as bolsas em todo o mundo. O banco central de Austrália mencionou a rapidez da recuperação na Ásia para explicar no mesmo dia inédita subida das taxas de juro pelo terceiro mês consecutivo.
Na véspera, a Índia ultrapassou as previsões dos analistas com um crescimento de 7,9 % no terceiro trimestre, enquanto Coreia do Sul anunciou que as suas exportações cresceram pela primeira vez nos últimos 13 meses.
Fonte: Oje de 2 de Dezembro de 2009
.China: WMI facilita compras
FK, Jornal O País, Capa do Caderno de Economia (Angola)
A Win Mate Internacional (WMI), uma empresa de consultoria especializada no mercado chinês, vai começar a operar em Angola. Para os seus gestores, o início de actividade no país decorre com naturalidade, “pois já existem clientes em Luanda e Lobito”.
Gustavo Welcker, administrador da WMI, sublinha que a empresa “não é um intermediário, mas sim uma consultora”. E esclarece: “a WMI apenas apoia as empresas a fazerem compras directamente na China, através da prestação de serviços diversos, conforme as necessidades dos clientes”. Segundo o gestor, “evitam-se assim as compras errradas e enganosas que afectam quem se aventura sozinho no mercado chinês”.
Para Welcher, “comprar à distância é um enorme desafio e exige conhecimento específico em diferentes áreas: fornecedores, negociação, produção, controlo de qualidade, importação, para além do conhecimento da cultura e da língua, entre outros aspectos”. Neste sentido, a missão da WNI é “transmitir o nosso conhecimento do mercado chinês ao meio empresarial ocidental”.
Para o nosso interlocutor, a WMI assume-se como “sourcing partner” na implementação das actividades de compra, reduzindo os custos das empresas”.
No portfolio de serviços da empresa constam a prospecção de mercado, a pré-selecção de fornecedores, a auditoria técnica da fábrica, o controlo de qualidade, a negociação de preços e contratos e a logística e transporte.
A WMI também organiza viagens de negócios à China, facilitando a prospecção de mercado através da selecção e acompanhamento dos empresários a feiras e certames profissionais e às fábricas e fornecedores pré-seleccionados. Gustavo Welcker salienta que “estes serviços contam com o apoio logístico do nosso escritório de serviço completo na China, proporcionando um endereço registado, recursos humanos, secretariado corporativo, apoio logístico, salas de conferências (para reuniões com compradores e vendedores) e lugar para a armazenagem de produtos além de tradução, marcação de hotéis e transportes.
A Win Mate Internacional (www. winmateint.com) está presente em Portugal, Angola e China e vai abrir escritórios em Londres e no Brasil.
FK
Jornal O País, 30 de Novembro de 2009
Vídeo: Gustavo Welcker orador nas Jornadas Empresariales Tiempo & Futuro, Sevilha, Nov. 2009
Aceda ao vídeo da participação do nosso Consultor Principal, Gustavo Welcker, nas Jornadas Empresariais de Sevilha 2009: http://www.vimeo.com/7924863 .
A Win Mate International continua a sua politica de expansão internacional
Gustavo Welcker
Temos o prazer de informar que no seguimento da sua politica de expansão internacional, a Win Mate International, iniciou em Outubro a sua actividade em Angola, onde já conta com clientes em Luanda e Lobito. Acrescenta assim Angola ao leque das suas estruturas permanentes: China e Portugal, estando prevista abertura no Brasil em Novembro (estrutura já aberta).
Os empresários, empresas e indústrias têm revelado especial predilecção pelo apoio da Win Mate International para aquisição na China de materiais de construção, camiões e trailers, monta-cargas, têxteis, produtos químicos, cerâmicas, pavilhões metálicos, equipamento de massagens, equipamento para montagem de fábricas, geradores, matérias para o sistema hospitalar, telemóveis, IT, entre outros. A actividade da Win Mate International baseia-se num serviço de consultoria, sendo o seu oblectivo principal reduzir a estrutura global de custos dos seus clientes, eliminar os custos inerentes a intermadiação comercial e garantir que o clliente não perca o controlo do processo de fornecimento.Todo o processo de Sourcing e comunicação com as fábricas chinesas; contactos, negociação de preços, controlo da produção, controlo de qualidade, etc. decorrem com o conhecimento directo do cliente , em tempo real e sem intermediários.
Para tal a Win Mate International conta com equipas multidisciplinares e especializadas em Sourcing, Procurement, Controlo de Qualidade e Comercio Internacional.
Compartilhar o nosso conhecimento sobre a China e o Ocidente é nosso maior princípio para o êxito.
Gustavo Welcker é Consultor Principal em Europa da Win Mate International.
As mudanças Económicas da China modificaram também a forma como os Chineses fazem os negócios? A escolha de parceiros Comerciais: alguns alertas e curiosidades.
Gustavo Welcker
O Mercado chinês está em crescimento: cada dia há mais pessoas com poder de compra, a nova classe media já ultrapassa os 100 milhões de habitantes; surgem novos hábitos de consumo, centros comerciais, lojas de marca, carros importados, tendo já ultrapassado os 432 milhões de utilizadores de telefones móveis.
O crescimento económico dos últimos 20 anos foi 12 vezes maior que o crescimento mundial e só para enquadrar a escala do mercado Chinês, vale a pena divulgar alguns dados macroeconómicos:
Superavit em 2006 de USD 1,7 bilhões.
O Pib em 2005 foi de USD 2,2 trilhões de dólares e estima-se USD 4 trilhões para 2020.
A força industrial Chinesa produz: 20 % dos frigoríficos, 30 % dos telemóveis, 50 % dos acessórios e sapatos, 75 % dos brinquedos e 90 % dos DVD do mercado mundial.
Consome 25 % do alumínio, 27 % do aço, 31% do carvão e 40 % do cimento do mundo.
Tendo uma noção mais ou menos precisa da evolução e força do mercado Chinês e considerando a necessidade de abordar este mercado, a pergunta que devemos fazer antes de dar os primeiros passos é: A Cultura empresarial Chinesa também sofreu uma alteração tão significativa?
A resposta é não. É necessário compreender que as mudanças culturais são muito mais lentas que as mudanças económicas e é um erro pensar que o paradigma empresarial Chinês seja o mesmo que o ocidental. Este etnocentrismo nos leva a cometer muitos erros.
Como os Chineses comunicam, resolvem os problemas e constroem as relações comerciais está a alterar, mas muito lentamente.
Em primeiro lugar os Chineses valorizam mais que os ocidentais o desenvolvimento de relações duradouras. Enquanto que nós os ocidentais procuramos mais um bom negócio., os chineses valorizam o relacionamento de longa duração, pelo que, para estes a informação e o conhecimento da empresa com a que vão estabelecer relações é muito importante.
A cultura Chinesa está mais “orientada para o colectivo” que a ocidental. Obedecem e respeitam as hierarquias e são bastante formais, sendo que a autoridade de cada membro da empresa é mais limitada do que podemos pensar.
Nós ocidentais por outro lado somos mais individualistas, valorizamos a informação imediata, somos breves, directos e às vezes considerados agressivos por colocar as propostas no início dos contactos.
Por outro lado se o seu parceiro Chinês está em desacordo consigo o expressará de uma forma muito discreta e dificilmente dirá a palavra não de uma forma directa o que pode levar a grandes mal-entendidos de difícil resolução.
E quando o problema surge, encontramos novamente uma grande discrepância na forma de o resolver. Nós os ocidentais acreditamos que o contrato determina a relação, e confiamos na lei como salvaguarda dos nossos interesses. Ao contrário, para os Chineses o contrato é uma boa base de partida para o relacionamento futuro, mas se o contexto muda, os termos e as condições devem modificar-se.
O relacionamento pessoal e a confiança são os factores determinantes duma relação comercial para os empresários Chineses. Uma vez atingido este patamar terá um verdadeiro parceiro.
Concluindo, a China mudou muito mas os Chineses não tanto. Tal obriga os ocidentais a ter cuidados especiais para perceber que tipo de negócios se podem fazer e a forma como devem fazer esses negócios. Temos de ser capazes de comunicar e relacionar-nos da mesma forma que os chineses o fazem. Caso contrário será fácil cometer erros que nos podem custar caros.
Lembro-me de uma conversa entre um Norte-americano e um Chinês de Ningbo no pico da valorização do barril do petróleo que caracteriza muito claramente o choque de idiossincrasias “Como me pede para perder dinheiro?” perguntou o Chinês incrédulo. “Não é nada pessoal, It’s just business”, respondeu o americano.
Gustavo Welcker é Consultor Principal da Win Mate International, uma companhia com capitais Chineses e Europeus que fornece Serviços de Consultoria na definição e implementação da estratégia de compras no mercado Chinês.
Lisboa, 7 de Setembro de 2009
Controlo de Qualidade: faça o seu próprio Check List e Contribua para evitar problemas na produção
Gustavo Welcker
Quando compramos no mercado Chinês um dos problemas que vamos enfrentar é o de como controlar e verificar a qualidade do produto encomendado.
Uma Lista de Controlo o ajudará neste processo. Normalmente esta lista é desenvolvida por empresas consultoras especializadas em Controlo de Qualidade, o que não invalida que nós também a façamos para melhor controlar o processo.
A Lista de Controlo é uma ferramenta fundamental que ajudará a seu fornecedor a compreender e a definir objectivamente as exigências requeridas, tendo um efeito imediato na qualidade final do produto.
Basicamente estamos falando dum guia escrito do seu produto: conteúdos, embalagem, côr, códigos de barras, aparência, defeitos possíveis, funções e exigências especiais
1. Conteúdos: Escreva os conteúdos exactos. Por exemplo, se o seu produto for um rádio: 1 Rádio, 1 auricular stereo, 1 manual de instruções, 1 bateria, 1 corrente de transporte.
2. Embalagem: Descreva detalhadamente como o item é embalado. Isto inclui tanto a embalagem individual como a embalagem de volume como a caixa de transporte exterior. Assim, para o rádio podemos descrever: “Cada componente é embalado numa bolsa plástica individual transparente, empacotado numa caixa de cartão de 220 Gr./M2 mate à 4 cores frente e verso. Cada 20 unidades numa caixa branca com um logótipo a uma côr no topo e numa caixa exterior de transporte castanha com 500 unidades. A caixa de transporte exterior levará impressão a uma cor em duas laterais, a numeração (ex: 1/50), o nome do produto e o nome do cliente”.
3. Cor: Não esquecer de enviar os pantones específicos (PMS) e a arte final, no caso de ser necessário.
4. Códigos de barras: Enviar o código de barras. Atenção às exigências mínimas de tamanho e leitura.
5. Aparência: Aqui vai descrever os defeitos que considera inaceitáveis para cada categoria. Também, para cada defeito possível, terá que o classificar como Major, Menor ou Critical.
Como deve classificar uma questão como Critical, Major ou Menor?
Critical: o produto é perigoso para o manuseamento. O problema representa um sério lapsus no processo de QC.
Major: É qualquer defeito (excluindo o Critical) do qual resulte a impossibilidade de utilização por parte do cliente final ou reduza a sua performance. O produto não pode ser utilizado ou vendido.
Menor: A questão não afecta o funcionamento normal do produto.
Por exemplo na embalagem:
Código de barras incorrecto (Critical)
Caixas de transporte rasgadas (Major)
Shipping Mark com pouca leitura (Menor)
Por Exemplo, no produto final:
Aresta que pode cortar (Critical)
As pilhas não fazem bem o contacto (Major)
Produto sujo com cola (Minor)
6. Funções: Escreva cada função do item, Por exemplo rádio AM e FM com sistema de busca de notícias de trânsito automática. Luz no ecrã, etc.
7. Exigências Especiais: Por exemplo, resistente à água ou anti-choque, etc.
Terá agora uma boa Lista para poder falar com o seu fornecedor e sentir que o seu produto vai ser produzido, tendo em conta as suas expectativas e exigências do mercado.
Gustavo Welcker é Consultor Principal da Win Mate International, uma companhia com capitais Chineses e Europeus que fornece Serviços de Consultoria na definição e implementação da estratégia de compras no mercado Chinês.
Lisboa, 3 de Julho de 2009
Evitar que os negócios da China se tornem num jogo de enganos
Inês Sequeira, Jornal Público
Negociar valores com um fabricante chinês pode ser um jogo de enganos, no qual a diferença de culturas se sente de forma aguda. O facto de o nosso interlocutor sorrir constantemente e dizer que sim a tudo não quer dizer, afinal, que esteja totalmente de acordo. E ao contrário do que é comum no Ocidente, obter um preço mais baixo costuma ter consequências naquilo que se compra.
Ao que parece, a arte de regatear não tem muitos seguidores no país mais populoso do mundo. É que para um fabricante chinês, se o comprador insiste em preferir um preço mais baixo, isso significa que já não espera tanto do produto que lhe vai comprar. "Se paga menos é porque quer menos qualidade", explica Gustavo Welcker, argentino a morar há muitos anos em Portugal e que, em conjunto com Miguel Sá Nogueira, dirige a nova Win Mate International.
Ambos decidiram embarcar numa parceria com a empresa chinesa Win Mate, que é facilitadora de negócios na China e trabalha de preferência com empresas da Austrália e da América do Norte. Em Portugal, Gustavo Welcker, 45 anos, e Miguel Sá Nogueira, 42, tornaram-se por sua vez consultores para as empresas europeias, africanas e latino-americanas que desejam investir em produtos fabricados por chineses, ou que querem ali adquirir matérias-primas. Com o auxílio dos sócios chineses, ajudam a controlar a qualidade e os calendários de fabrico, por exemplo, ou a dirimir conflitos, uma vez que na China, ao contrário do que sucede por cá, "o tribunal é mesmo o último recurso", salienta Miguel Sá Nogueira.
(...) Apesar da crise económica que atinge as exportações em todo o mundo, têm captado o interesse de vários clientes. Um dos desafios mais recentes vai até além da mera consultoria de negócios: é a organização de uma plataforma logística para a distribuição dos produtos de desporto de uma "start-up" portuguesa, que além de os produzir naquele mercado também os quer exportar para os Estados Unidos, Canadá, Japão e Coreia.
Têxteis, construtoras, maquinarias, materiais de decoração, são alguns dos produtos procurados por empresas clientes da Win Mate International, explica Gustavo Welcker. Há o caso de uma empresa angolana que procura montar uma fábrica de materiais de construção, mas também um cliente português que deseja instalar uma fábrica de cimento em Angola... com máquinas vindas da China. Welcker e Sá Nogueira salientam que o negócio da nova estrutura se concentra na consultoria, pelo que agem como facilitadores de negócios e não como transitários para o mercado chinês. Por trás, contam com a estrutura do grupo Pendular-Tartésios (...).
in Jornal Público, 15 de Maio de 2009
Três conselhos fundamentais para comprar no Mercado Chinês
Gustavo Welcker
Reduzir a estrutura de custos através do acesso a mercados mais competitivos e conseguir estabilidade na cadeia de fornecimento é o que todos procuramos.
A Internet dá-nos acesso directo a milhares de fornecedores no Oriente, as viagens são cada vez mais acessíveis e nas feiras profissionais podemos encontrar quase tudo.
Mas como asseguro que o meu fornecedor cumprirá com as especificações contratuais e como posso controlar o processo de produção, de qualidade e logístico?
As disparidades culturais podem levar a mal entendidos que acarreta problemas sérios. O conhecimento e compreensão da cultura Chinesa é assim um factor muito importante para poder negociar eficazmente e produzir com a qualidade desejada.
Obviamente que cada sector de actividade possui as suas especificidades próprias, mas apesar da perca de informação motivada pela generalização, atrevo-me a salientar três conselhos fundamentais para comprar no Mercado Chinês que, apesar de parecerem óbvios, são motivo de muitos problemas nas relações com a China:
1. A Comunicação
2. O Conhecimento do Fornecedor
3. Prazos de entrega e Alguns cuidados com a Qualidade dos materiais.
· A Comunicação: Correios Electrónicos (e-mails) curtos, claros e eficazes.
É muito comum nas relações comerciais com fornecedores do Oriente, ter problemas na comunicação. Pense que o seu fornecedor baseado na China, provavelmente entende aproximadamente 65 % do que você escreve em correios electrónicos (e-mails). Tenha isto em mente na próxima vez que contactar o seu fornecedor com uma explicação dotada de grande pormenor. O inglês não é a primeira língua desta pessoa. Escreva os seus correios electrónicos (e-mails) de forma clara e sucinta. Além do e-mail, existe o telefone. Apesar do nível inglês oral do seu interlocutor ser baixo, aconselho que não confirme uma encomenda sem ter tido, pelo menos, uma conversa telefónica.
A comunicação pouco eficaz no processo de encomenda é muitas vezes a causa de problemas de qualidade. Um caminho seguro para melhorar a comunicação é escrever uma Lista de Conferência de QC. A Lista de Conferência QC é um documento que detalha todos os aspectos importantes dos itens a serem produzidos e será o ponto de partida para discutir a produção e a qualidade com o seu fornecedor. (Ver mais detalhes sobre este tema em: http://www.winmateint.com/winmate/cms.php?page=docs ).
· Conhecer o seu fornecedor antes de adjudicar a encomenda
No início de uma relação comercial, tanto através da Internet ou mesmo em Feiras, é muitas vezes difícil perceber se está a trabalhar directamente com uma fábrica ou com um intermediário.
Solicite documentação: Exemplo: ISOS (Gestão de Qualidade, Responsabilidade Social, Ambiental, e outros que sejam determinantes para o seu projecto), capacidade de produção, mercados e clientes principais, nº de trabalhadores por área, a sua localização geográfica, se é uma empresa privada ou estatal, ano de fundação, etc.
Estas variáveis, entre outras, permitirão definir a cultura empresarial do seu fornecedor, e no caso de ser um intermediário, terá alguma dificuldade em aceder à documentação solicitada e será mais fácil identificá-lo.
· Prazos de entrega e alguns cuidados básicos
Algumas fábricas chinesas de menor dimensão, sobretudo em determinadas áreas de actividade, materiais promocionais, calçado, acessórios, têxteis, entre outros, são conhecidas por adiar uma encomenda se entretanto tiverem uma ordem mais lucrativa. A definição do perfil da empresa que já elaborou permitirá tirar algumas conclusões a este respeito. Mesmo assim, confirme em que semana a produção está prevista dar inicio, em que altura estará a 50 % e quando finalizará.
Confirme se as matérias-primas necessárias para a sua produção existem no stock da fábrica ou se será necessário recorrer a terceiros. Muitas vezes o atraso na chegada da matéria-prima é utilizado como justificação para o não cumprimento dos prazos.
Atenção que os problemas com a qualidade ocorrerão com maior probabilidade se a fábrica apressar a produção para cumprir o plano prometido. Cuidado com os períodos que antecedem as férias, nomeadamente o ano novo Chinês. E lembre-se que ter contratado uma entidade para verificar a Qualidade não assegura o cumprimento dos prazos.
Verificar Matérias-Primas ou Arriscar Tudo
É absolutamente fulcral para assegurar a qualidade final do produto que saiba exactamente que materiais primas estão a ser usados, e solicitar a respectiva documentação ou certificados. Assuma que a fábrica poderá usar os materiais mais baratos possíveis, a menos que especifique os mesmos. Insista que o seu fornecedor envie, por escrito, os materiais que utilizará. Se o seu fornecedor não puder confirmar a qualidade será necessário contratar uma terceira entidade para a sua verificação.
Amostras sempre que possível
Deve insistir em verificar as amostras (quando o produto o permitir) e evite avançar com a produção até que aprove uma amostra de pré-produção. Não aceite desculpas a menos que haja um obstáculo sério. O critério do que é aceitável ou não para o mercado pode ser muito diferente entre um ocidental e um oriental.
Ficam assim delineadas pequenas pistas para evitar possíveis problemas, muitas vezes originados pelas disparidades culturais, levando a rupturas de relacionamento, mas onde nenhuma das partes sente responsabilidade pelos problemas ocorridos.
Gustavo Welcker é Consultor Principal da Win Mate International, uma companhia com capitais Chineses e Europeus que fornece Serviços de Consultoria na definição e implementação da estratégia de compras no mercado Chinês.
Lisboa, 27 Jul 2009